domingo, 3 de janeiro de 2021

um a um

vistos do alto
os passos
tomam forma

aqui embaixo 
o vento longínquo
revela a hora

palavra alguma
abre esta porta

do sonho resta
um gume 
que nos corta

um a um

de seus gomos
a luz desabrocha

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janela

um rugido amarelo, peludo, farto escorre da ânfora, apoiada no ombro e seu jorro movimenta o ar, queimando tudo que não sabe a sol